A evolução da cozinha profissional

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A evolução da cozinha profissional

Equipamentos operados à distância, tecnologia e produtividade: tudo isso é uma realidade vivida pelas cozinhas profissionais atualmente. No entanto, nem sempre foi assim. 

Para chegar ao que é hoje, a cozinha profissional passou por grandes transformações e agora enfrenta o desafio de se adaptar às inovações e tecnologias.

Neste artigo, você vai entender toda a linha do tempo da evolução da cozinha profissional – desde a descoberta da panela de pressão aos equipamentos ultramodernos.

1ª revolução: o surgimento da panela de pressão

Com a concepção do vapor na 1ª revolução industrial, o físico francês Denis Papin inventa a primeira panela de pressão em 1679, que, segundo ele, “amolecia os ossos e cozia rapidamente as carnes mais duras”.

Inicialmente, o utensílio era feito de ferro fundido, com uma tampa provida de uma válvula de segurança que o fechava de forma hermética. A pressão criada pelo vapor de água aumentava o grau de ebulição e a válvula permitia a saída de vapor em excesso. Sendo assim, os alimentos mais difíceis eram confeccionados de formas mais rápido.

Posteriormente, a panela de pressão ganha versões em alumínio e aço inoxidável.

2ª revolução: os fornos estáticos

No mesmo período da segunda revolução industrial, a cozinha ganha os primeiros fornos com ferro fundido. Logo em seguida, os fornos estáticos, que permitiam a cocção mais controlada, surgem na França, revolucionando o modo de cozinhar. Eles produzem calor lateral e, por isso, tem um processo de assamento mais lento e delicado.

3º revolução: os resfriadores e congelados

Também chamada de revolução informacional, a terceira revolução industrial traz a computação como o grande triunfo da modernização da indústria. Nesse mesmo período, a cozinha profissional desenvolve a concepção de resfriadores em 1844. 

Posteriormente, o mercado americano é revolucionado com a configuração dos congelados. 

Em 1930, dez comerciantes de Springfield começam a ofertar alimentos congelados. Como não eram comuns, começaram a fazer sucesso, afinal facilitavam a vida das pessoas.

No Brasil, a prática demorou a acontecer porque as geladeiras vendidas no País não dedicavam espaço suficiente no congelador. Somente a partir de 1980 os alimentos congelados iniciam a ocupar parte do cardápio dos brasileiras.

4ª revolução: a cozinha tecnológica

Por fim, a quarta revolução industrial é diferente de tudo o que a humanidade experimentou. E o mesmo podemos dizer da cozinha profissional.

“A cozinha tecnológica -dos dias de hoje – é completamente ligada ao processo”, diz Alexandre Romero, diretor de negócios da Engefood.

Em 1950, cria-se a primeira concepção de forno de convecção e o steamer, que era um vaporizador. Dez anos depois ocorre a criação do conceito de resfriamento rápido, seguido pelo sous vide, forno combinado e técnicas de preparo jamais vistas.

No ano de 1991, a Engefood importa o primeiro forno combinado para o Brasil, revolucionando as cozinhas profissionais brasileiras. 

A partir de 2004 as fabricantes alemãs e italianas implementam a conectividade por meio de plataformas.

Já em 2017 as cozinhas profissionais começam a gerir processos e mensurar resultados graças à conectividade. Na prática, é possível monitorar o consumo de energia, água e até acompanhar os processos dentro da cozinha com equipamentos ultramodernos.

Atualmente, acontece a intercomunicação – o controle de gerenciamento remoto – sendo uma grande revolução dentro das cozinhas. Todos os processos podem ser programados ou gerenciados à distância.

“Isso é um pilar importante que tem feito grande diferença nas cozinhas profissionais”, finaliza Romero.

Dessa forma, as cozinhas profissionais ganharam produtividade, eficiência e mais lucratividade. Você pode entender um poucos mais dos benefícios da cozinha 4.0 aqui.

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