Quarentena muda hábitos alimentares e exige rápida adaptação do mercado

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Quarentena muda hábitos alimentares e exige rápida adaptação do mercado

Com a pandemia do novo coronavírus, os hábitos alimentares das pessoas mudaram drasticamente durante o isolamento. Segundo especialistas, a saúde e a preocupação com o meio ambiente são fatores que contribuíram para essa mudança. 

Dessa forma, percebeu-se um aumento na procura por alimentos naturais e orgânicos, além da busca por preparar as próprias refeições em casa. De acordo com o UOL, o termo “receita” atingiu o maior nível de busca em abril deste ano.

Para especialistas, a pandemia do novo coronavírus surge como desafio para produtores e varejistas, uma vez que a demanda por alimentos orgânicos aumentou significativamente. Além de se adaptarem rapidamente ao cenário, tiveram o desafio a mais de se adequar às recomendações das autoridades sanitárias quanto a conservação e entrega dos alimentos.

O consumo de alimentos ultraprocessados aumentou nos últimos 20 anos no Brasil. No entanto, houve uma desaceleração no crescimento, de acordo com dados da Pesquisa de Orçamento Familiares. Na pandemia, segundo os pesquisadores, a expectativa é que o consumo tenha diminuído ainda mais. 

“O que encontramos foi um aumento de consumo de alimentos frescos e in natura, como frutas, verduras, legumes e feijão, e uma estabilidade dos alimentos ultraprocessados, como chocolates e biscoitos”, diz a Renata Levy, pesquisadora do núcleo e do departamento de Medicina Preventiva da USP.

Segundo especialistas, uma das explicações para a mudança de hábitos alimentares é que doenças como diabetes, hipertensão e obesidade são fatores de risco para ocasionar mais graves de Covid-19 e são condições ligadas à alimentação.

Mudança exigiu rápida adaptação do setor alimentício

Assim como os restaurantes, sobretudo os de modelo self-service e a quilo, todo o setor alimentício teve de se adaptar rapidamente às mudanças nos hábitos alimentares e comportamentais dos consumidores.

Na alimentação, as empresas tiveram de adequar cardápios para atender a demanda por pratos mais saudáveis e seguros. Além disso, começaram a explorar mais o serviço de delivery, redes sociais e comunicação virtual com mais frequência.

Sem contar que os clientes estão cada vez mais atentos às regras de higienização e segurança alimentar dos restaurantes. Por essa razão, os cuidados com limpeza e conservação dos alimentos são redobrados.

Alguns especialistas da indústria acreditam que após a pandemia crescerá o número de restaurantes fantasmas, instalações criadas para produção de alimentos exclusivamente para delivery incluindo opções de pratos saudáveis e orgânicos.

Em resumo, a quarentena mudou os hábitos alimentares e comportamentais dos consumidores, assim como acelerou algumas tendências no setor, exigindo velocidade na hora da adaptação diante de novos cenários e desafios.

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